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17 de nov. de 2011

OPINIÃO DIFERENTE: "Maratona do Humor" é o ponto alto do "Tudo É Possível"

Renato Kramer - F5 FOLHA


Dois grupos de comediantes jovens se revezam em dez provas na "Maratona do Humor" do programa "Tudo É Possível" (Record), com a belíssima Ana Hickmann, no último domingo (13).

(..) Num total de dez provas, incluindo a do "Quinto elemento", que conta com uma participação em "stand-up" do convidado de cada grupo, os jovens humoristas quase viram do avesso de tanto que se divertem e divertem quem os assiste.

Alguns pequenos flashes de algumas provas desse domingo merecem destaque. A primeira prova é a "Soltando o Verbo". De um início de frase, os comediantes devem completá-la com histórias improvisadas. E a frase era "Eu me lembro".

Rogério Vilela contou que se lembrava de quando foi atrás do significado do seu nome. "Rogério: famoso pela lança!" --ficou todo orgulhoso. "Vilela: aldeia pequena". Brochou. Bruno Berg disse que se lembrava de quando o Rubinho (Barrichello) começou a correr e ele, preocupado com o perigo das corridas dizia, na frente da televisão: "Vai devagar, Rubinho, vai devagar, Rubinho!" E parece até que o Rubinho o escutava!

Já do time preto, Fernando contou que se lembrava muito bem daquele "Disk-Man", que para ele mais parecia nome de delivery de "garoto de programa". Richard foi mais longe. Contou que se lembrava muito bem da morte do Osama, que a sua mulher até se jogou na frente e tudo. "Pelos exames de DNA, dizem que o corpo encontrado tinha 95% de chances de ser do Osama e 5% de ser do Enéas. Já pensou se a mulher se joga na frente do soldado e grita: Meu nome é Havanir!?"

A cada final de prova, quem vota na melhor equipe é a plateia. A disputa neste domingo foi muito acirrada. Os dois grupos estavam ótimos. Mereceram até grandes elogios de Ana Hickmann: "Eu estou adorando a etapa de hoje!", confessou a bela loura, que ria o tempo todo.

Em seguida, a prova do "Troca". Um ator começa a desenvolver um texto, baseado em uma palavra previamente sorteada, até que outro do mesmo grupo diga a palavra "troca", e o ator tem que mudar imediatamente o termo que estava usando.

Nesta prova em especial, Strombeck se deu muito bem. Instaurado o clima da história de Chapeuzinho Vermelho, o comediante colocou uma máscara de lobo e, ao se deparar com "Chapéu", comenta: "Que perigo, uma mocinha caminhando no bosque!". Troca. "Que perigo, uma mocinha caminhando na floresta!". Troca. "Que perigo, uma mocinha caminhando em Osasco!".

Ao ser indagado por "Chapeuzinho" quem era ele, respondeu: "Eu sou o Lobo Mau". Troca. "Eu sou o Lobo Bom". Troca. "Eu sou a Loba, ui!!!" E nem o politicamente incorreto, por sorte, atrapalha o humor dos meninos. Quando Chapeuzinho lhe pergunta qual o melhor caminho para chegar à casa da vovó, "a loba" sugere: "O da esquerda é o mais curto". Troca. "O da direita é o mais curto". Troca. "O do japonês é sempre o mais curto!".

A plateia de "Tudo é Possível" vibra com os comediantes. Ana Hickmann, por mais de uma vez, é flagrada dando muita risada dos improvisos dos humoristas. E nem a apresentadora escapa das piadas da turma. João Valio comenta que "ela tem um negócio na mão que parece uma TV de plasma", referindo-se ao enorme anel preto da apresentadora.

Os convidados a participar como "quinto elemento" também se saíram bem. Afonso Padilha, pelo time preto, contou que a sua mãe fala tão errado que parece que ele mora com o Lula! João Basílio, pelo rosa, quer que a mulher dele faça parto normal. "Mas normal dói mais", alegara ela. "Dói, mas dói à vista! Cesariana vai doer em seis vezes no cartão!"

"Tudo É Possível" --ver a bela Ana Hickmann dando uma boa chance a novos e talentosos humoristas. Aos domingos, na Record.

[COMENTÁRIO: respeito a análise do Renato. Mas das duas uma: ou o programa é tão ruim que um quadro mediano é seu ponto alto ou a análise não faz jus à realidade. Talvez meu padrão de comparação seja muito rigoroso .. é possível. Se comparar o Maratona do Humor com programas como Quinta Categoria e Humor MTV .. sem chances. Mas se comparar com Zorra Total e Praça é Nossa (o que faz sentido, por se tratarem de programas de TV Aberta) .. já é outro papo. Quanto á "chance", não sei se colocar os caras fora do habitat (solo de cara limpa) e encher suas bocas de marshmellow pode ser considerado uma grande chance. Ok .. a repercussão, a exibição em rede nacional .. quem vai recusar? Mas pra quem conhece o stand-up destes caras e os vê tendo que falar cocô, poxa e caçilda ao invés de merda, porra e caralho .. sei lá. É como pedir pro Mussum ficar sóbrio ou pro Faustão vestir uma camisa discreta.]

E vocês, o que acham?
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31 de out. de 2011

CRÍTICA: Maratona do Humor no "Tudo é Possível"


Grandes humoristas competindo por 100 mil reais.

Esta é a proposta do "Maratona do Humor" quadro que vem sendo exibido aos domingos no programa "Tudo é Possível" na Rede Record.

Não vou falar nem programa, nem da Ana Hickman, mas do quadro em si.

Bem .. em primeiro lugar, o time de comediantes é bom .. maaaaas, não é top. É por assim dizer o "Time B" da Comédia.

Destaque para a Larissa Câmara. Ela é ótima! Uma das melhores (e poucas) mulheres engraçadas deste meio. Guardem este nome.

Em segundo lugar .... 10 PESSOAS NO PALCO. Sem comentários ..

A ideia é misturar as brincadeiras do humor de improviso (tipo "Quinta Categoria", "Piadaria" e "É tudo Improviso") com outros tipos de provas engraçadas (ou ridiculas, como preferir).

Funciona? Mais ou menos.

Arranca risos mais pelo conteúdo "pastelão" (de gosto dúvidoso) do que pela comédia em si. Em uma das provas, por exemplo, você tem o "prazer" de ver alguém com a boca cheio de marshmallow .. em plena hora do almoço.

É mais engraçado que "Piadaria"? Sim.

Mas convenhamos, nivelei por baixo agora.

Por último, duas considerações. É preciso avaliar com muito cuidado esta enxurrada de programas e quadros de humor que esta invadindo à TV aberta. A maioria dos comediantes vêm da geração "stand-up" e se vê diante do desafio de adaptar este estilo de comédia para o grande público; muitas vezes numa emissora que ou não tem tradição nenhuma no humor ou até tem, mas em outra linha (como a Record que há anos tem o Tom Cavalcante na grade .. outro estilo).

Da mesma forma, não sei se colocar comediantes para competir por um prêmio seja a forma mais bacana de divulgar seus trabalhos. Tudo bem que são 100 conto! Quem não toparia? Mas sei lá .. Stand-up e o Humor de Improviso tem mais haver com trabalho em equipe do que competição.

O que nos leva à derradeira pergunta: quando é hora de recusar um convite?
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